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Brasileiro que jogou futebol na Europa e a “Síndrome do Regresso” para o Brasil

Futebol Europa Síndrome Regresso
Rafael Ferreira
Escrito por Rafael Ferreira

Olá, seguidores do o-tuga, criada pela minha irmã Loraine, que conheci em Dublin no nosso intercâmbio, e que será para a vida inteira! Passe o que passar!

Contarei hoje à vocês, sobre minha experiência em ter jogado futebol na Irlanda e a famosa “Síndrome do Regresso”, ao voltar para nosso querido Brasa!

Intercâmbio Irlanda

Bom, quando a ideia do intercâmbio se tornou real, eu já pensava muito em jogar, independente de como seria.

Ao chegar na Irlanda, tive muitas complicações como ter sido roubado. Sim, isso mesmo, quase toda minha grana e isso me deu mais forças ainda para ir atrás do meu sonho.

Em meio à muitas buscas pela internet, encontrei o dono de um time chamado Juran. Seu time era o Baltic United, e eles disputavam a Irish 7even League, uma espécie de campeonato de 7 pessoas, em gramado sintético.

Irlanda

Como eu não sabia falar quase nada em inglês, quando fui fazer o teste, eu escrevia no google tradutor sempre antes de falar algo, e assim foi indo.

O time também era Lituano, ou seja, no vestiário quando eles resolviam falar a língua deles, que semelhava-se com o russo, não entendíamos nada mesmo! No teste havia outro brasileiro, e nós dois passamos.

Quando contei minha história para o técnico, ele passou a me ajudar sempre com o que podia. Com uma rotina de treinos de 3x por semana, jogos aos finais dela, chegando em casa 00:00, conhecendo outras cidades, CTs e disputando campeonatos contra seleções da Irlanda e Romênia.

Irlanda

 

Foi uma experiência muito boa, mas infelizmente estava na hora de voltar e deixar todos os meus amigos que tanto me ajudaram.

Ao chegar no Brasil é aquela saudade de todos, ver os amigos, a família, enfim, tudo o que sentia falta. Na rua, tudo diferente. Você acha estranho o povo falar o português a todo momento (não que na Irlanda não fosse assim, mas acredito que todos que voltam sentem o mesmo), e até você se acostumar com tudo leva um tempo.

Bom, todos que voltam tem um feeling de: arrumarei um bom trabalho rapidamente. ERRADO!

A frustração de enviar currículos e nenhuma entrevista começa a tomar conta de mim, havia começado a faculdade de Comércio Exterior, estava no 3º mês no Brasil e ainda nada.

Enfim, no 4º mês, meu amigo de faculdade conseguiu uma entrevista para mim em uma empresa de cerâmica na minha cidade. Fiz a entrevista e passei no setor de Vendas.

Hoje, depois de 1 ano e 10 meses que voltei, já estou trabalhando há 1 ano e 6 meses.

Sinto que tudo o que fiz e tudo o que passou valeu realmente à pena, não mudaria quase nada! Passaria por todas as complicações novamente, apenas para viver tudo isso, e sem dúvidas, o melhor de disso foi ter conhecido as pessoas que conheci, que sempre mantemos contato, onde já houve um encontro no início de 2016, e claramente haverão outros!

É isso pessoal, um pouco do que foi minha trajetória nesta ilha que vivi por aproximadamente 6 meses! Fiquem com Deus.

Imagem: Acervo pessoal de Rafael Ferreira.

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Sobre o autor

Rafael Ferreira

Rafael Ferreira

De Rio Claro para os campos de futebol em Dublin-Irlanda em 2014.