Dia-a-dia

O colorido de uma viagem pintada pelo artista António Carmo 

António Carmo
Anna Maria Salustiano

Ao entrar na exposição que recebe como tema: A Viagem, do pintor português, António Carmo, o olhar não sabe para onde vai. O colorido que marca sua obra, nos traz encantamento, daqueles que lembram o tempo da nossa infância, quando nos sentíamos muito bem ao pintar, ao dar vida aqueles traços através das cores. Lembrou também a produção do pintor russo, Kandinsky que colocava cor em tudo, absolutamente tudo.

Das exposições que já vi cá, e não foram poucas, nestes quase seis meses, a de António nos encanta e cativa em um universo repleto de significado, em que a adesão é feita de imediato. As cores mexem diretamente com as nossas emoções através do equilíbrio e da organização, fatores que contribuem para que não entendidos e entendidos da arte se sintam bem na frente daqueles quadros, que ganham uma dimensão maior que a que naturalmente tem.

A primeira exposição do artista foi no ano de 1970, com um desenho contrário ao regime político ditatorial que Portugal vivia naquele momento, e de lá para cá, toda a sua obra carrega um posicionamento político, por mais sutil que seja. Talvez esteja aqui, o motivo de eu ter gostado tanto da exposição. Só para citar alguns países que o artista já levou cor, vida e arte, no sentido mais concreto da palavra, fazemos referência a Inglaterra, Holanda, Alemanha, Luxemburgo, Japão, Macau, Marrocos, Brasil e Polônia.

O mundo de Carmo, pelo que mostram as obras artísticas, traz um aspecto humano, político e consequentemente, transformador. A marca da criatividade atrelada à originalidade fazem o artista apresentar um desmantelamento humano possível de ser alterado, a depender da nossa disposição para luta. O apelo do pintor é, antes de tudo, para o desmantelamento dos preconceitos, na busca por um caminho mais saudável em direção ao futuro.

A Viagem: Exposição Retrospectiva do Pintor António Carmo – 50 anos de pintura

 

António Carmo

 

Para quem ficou curioso, os óleos sobre as telas podem ser apreciados na Biblioteca Nacional de Portugal, localizada em Campo Grande, Lisboa, de segunda a sexta- feira, das 9h30 às 17h30. A entrada é gratuita. O telefone de lá é o: 21 798 21 68

 

Localização

 

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Imagem via autora


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Sobre o autor

Anna Maria Salustiano

Anna Maria Salustiano

Amante da música, de leituras, viagens, energias boas, de afeto e amor, Anna é do mundo. Pernambucana, brasileira e cheia de sotaque, resolveu estudar e passar um tempo em Portugal, na terra em que tudo é um bocadinho.