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Os Carmelitas no Mundo Português

Os Carmelitas no Mundo Português
Anna Maria Salustiano

Os Carmelitas no Mundo Português é tema da exposição que está na Biblioteca Nacional.

Foi a primeira exposição escura que vi em Portugal. Do lado de fora, um aviso na porta dizendo aberta, mas não se via movimento de ninguém, nem luzes no interior do espaço. Ao olhar aquilo, foi que fiquei mais curiosa e aproximei-me para encostar no vidro e tentar ver alguma coisa. Ao lado da porta de entrada um enorme cartaz da exposição com o tema:  Os Carmelitas no Mundo Português. E entrei.

Ao abrir a porta uma luz se acende e nos deparamos com réplicas de roupas, imagens, textos sacros e objetos utilizados pelos carmelitas.

É no final do século XII, no Monte Carmelo, entre os anos de 1189-1192, quando a monarquia portuguesa acabava de se afirmar, que se consolida a Ordem do Carmo ou Ordem dos Carmelitas.

Insatisfeitos com a insegurança crescente, resolvem refugiar-se nas regiões de origem no ocidente. Os antigos eremitas, agora, adaptam-se ao modelo nascente das ordens mendicantes, vistas nos centros das cidades, além de conjugar a vida apostólica com a vida contemplativa.

Quando a reforma protestante do século XVI respinga sobre as ordens religiosas, os Carmelitas se dividirão em duas ordens, sendo o movimento encabeçado por: Teresa de Jesus e João da Cruz que conduziram a separação dos reformados, consagrada pela bula de Clemente VII.

Logo em seguida, em 1581, os Carmelitas fundaram o Convento São Filipe, em Lisboa e espalharam-se por todo reino, criando casas da Reforma: 23 masculinas e 10 femininas.

O final do século XVI trouxe também a marca do ciclo missionário e no Brasil foram criados os conventos de Olinda, em 1583, de São Salvador da Baía, em 1586, entre outros.

Em Portugal, os carmelitas começaram a aparecer com a crescente importância das Ordens Terceiras, ou Confrarias do Carmo.

Esses e outros itinerários de sete séculos do Carmo pelo mundo estão presentes na exposição: Os Carmelitas no Mundo Português, que pode ser vista na Biblioteca Nacional de Portugal até o dia 18 de Novembro. A entrada é gratuita.


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Sobre o autor

Anna Maria Salustiano

Anna Maria Salustiano

Amante da música, de leituras, viagens, energias boas, de afeto e amor, Anna é do mundo. Pernambucana, brasileira e cheia de sotaque, resolveu estudar e passar um tempo em Portugal, na terra em que tudo é um bocadinho.