Gastronomia Portuguesa

Caldo Verde – Citado na música que Amália Rodrigues cantou e eternizou

caldo verde
Loraine Eira
Escrito por Loraine Eira

“É uma casa portuguesa, com certeza!”, onde o caldo verde não há de faltar nem na mesa e nem na música.

Fernando Pessoa era devoto do caldo verde e o poeta Arnaldo Ferreira descreve-o no poema “Uma Casa Portuguesa”, uma das canções mais conhecidas da música portuguesa, que Amália Rodrigues cantou e imortalizou:

“No conforto pobrezinho do meu lar,
Há fartura de carinho
A cortina da janela e o luar,
Mais o sol que bate nela
Basta pouco, poucochinho pra alegrar
Uma existência singela
É só amor, pão e vinho
E um caldo verde, verdinho
A fumegar na tijela”

O sabor do caldo verde também rendeu-lhe a fama do título popular de uma das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa e é de facto uma das melhores sopas que eu já provei em Portugal, normalmente acompanhado por broa de milho ou pão com chouriço.

Com origem no Minho, apesar de ser a sopa típica da Região Norte de Portugal, o caldo verde é um dos pratos mais procurados em todo o território nacional.

Este caldo tem como principais ingredientes a típica couve-galega, batata e o chouriço. Inclusive, a rodela de chouriço que dá o toque especial ao prato.

Por ser um prato tipicamente português, o caldo verde é consumido com muita frequência nos lares portugueses e por a maioria dos restaurantes do país. Portanto, se você estiver em Portugal, será muito comum ver o caldo verde nas ementas (menus) dos restaurantes. Um prato simples, rápido e barato para consumo.

Ficou com vontade dessa delicia? Então anote a receita e bons à obra!

O-TUGA NA COZINHA

  • Descascam-se as batatas, a cebola e os dentes de alho.
  • Levam-se a cozer em 1,5 litros de água temperada com sal e metade da quantidade de azeite. Entretanto arranjam-se as folhas de couve, lavam-se e cortam-se em juliana finíssima (em caldo-verde).
  • Quando as batatas estiverem bem cozidas, esmaga-se tudo (batatas, cebola e alhos) com um garfo ou com o espremedor de batata.
  • Leva-se novamente ao lume e 10 minutos antes de servir, com o caldo a ferver em cachão, junta-se a couve bem escorrida.
  • Deixa-se cozer com o recipiente destapado até a couve deixar de saber a cru.
  • Rectifica-se o tempero e adiciona-se o restante azeite.
  • Coloca-se uma rodela de salpicão ou de chouriço de carne em cada prato ou tigelinha e rega-se com o caldo-verde.
  • Cortam-se as fatias de broa ao meio e distribuem-se pelas pessoas.

Observação: No Verão, época em que a couve galega é mais rija, convém escaldá-la antes de se juntar ao caldo.

E que tal acrescentar um sabor a mais nessa receita?

O chef de cozinha do Reino Unido, Jamie Oliver, muito conhecido pelo uso de alimentos naturais e orgânicos, apresenta em seu site uma dica para que você adicione páprica a receita.

Ele recomenda que com a ajuda de uma colher se sopa, que você frite as fatias de chouriço polvilhando o mesmo com páprica em fogo médio de 3 a 4 minutos. Com certeza um toque que deve dar um cor e sabor especial ao prato, não acha?

Curiosidades

Uma chef de cozinha aqui de Lisboa me contou que no Minho existem algumas pessoas que colocam salpicão e tiras de presunto no caldo. Além do que, em Beira Alta utilizam a farinha de milho amarelo para engrossar o caldo e em Basto há quem troque as batatas por feijão normalmente o canarinho, o que também deve ficar muito bom, né?

Bom apetite e até mais!

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Gostaria de nos acrescentar alguma informação ou nos alertar quanto a algum possível erro? Envie um e-mail a contato@o-tuga.com | Fonte da receita 24kitchen – Imagem de Vera Lucia Cerqueira.

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Sobre o autor

Loraine Eira

Loraine Eira

Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!