Museu do Design e da Moda – Lisboa, Portugal

O edifício do Museu está encerrado para obras até ao ano que vem. No entanto o Museu está a realizar exposições no âmbito da programação MUDE fora de Portas.

Museu do Design e da Moda

A exposição “O mais profundo é a pele” apresenta a coleção de pele humana tatuada (1910-1940) do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses I.P., analisando-a na perspetiva científica/médico-legal, filosófica e artística. No total, estão expostos 61 frascos com fragmentos de pele humana obtidos de corpos autopsiados e uma abundante documentação com o retrato sociocultural de cada individuo tatuado, os desenhos e sua localização anatômica, o lugar, a data e os motivos da tatuagem. Os visitantes ficam a conhecer uma coleção de particular valor museológico e científico, ao mesmo tempo que podem sentir a vivência dos bairros típicos de Lisboa durante as primeiras décadas do século XX, em que a tatuagem se misturava com a marginalidade, a prostituição, o fado, a marinhagem.

Ao longo da história, a tradição ancestral da tatuagem foi socialmente valorizada, reprimida ou utilizada para diferentes fins. Hoje a tatuagem democratizou-se, afirmando-se como uma expressão comum, uma moda e uma prática artística. Influencia a fotografia, o cinema, o design ou a moda, sendo objeto de análise da filosofia, da arte, da medicina, da sociologia, da psicologia ou da antropologia.

As motivações que levam uma pessoa a inscrever na pele, de forma permanente, um determinado desenho, motivo ou pintura são inúmeras, mas talvez não se tenham alterado tanto durante os tempos. A tatuagem tem, assim, um forte significado ritualista e simbólico, ao mesmo tempo que possui um valor social muito particular.

Para o MUDE esta exposição tem a particularidade de dar a conhecer as a tatuagem realizada em Portugal durante a primeira metade do século passado, reconhecendo os principais temas e motivos desenhados, o traço, as técnicas ou as caraterísticas cromáticas e formais do desenho, para além de a distinguir enquanto prática no feminino e no masculino.

A exposição inclui ainda uma breve incursão pela atualidade, reconhecendo a tatuagem enquanto expressão artística capaz de influenciar outros territórios criativos. Cinco artistas desta arte, Francisco Charrua, Hugo Makarov, Ana Silvestre, Cristiano Fernandez e Tânia Catclaw olham para o espólio do INMLCF e a reinterpretar motivos ou temas que mais os sensibilizaram, testemunhando a forma como a tatuagem se assume também pela assinatura do artista que a desenha, ao mesmo tempo que dá prova dos inúmeros estilos existentes. Uma peça de Jean-Paul Gaultier e uma peça de joalheria medicamente prescrita de Olga Noronha completam este núcleo.

 

Parceria/ Partnership

CML/MUDE – Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo | Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I. P e Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa

Programação / Programming

Bárbara Coutinho

Coordenação Geral / General Coordination

Bárbara Coutinho (CML/MUDE)

Helena Teixeira e Maria Cristina Mendonça (INMLCF)

Curadoria / Curatorship

Catarina Pombo Nabais (Coordenadora do SAP LAB/CFCUL)

Carlos Branco (Investigador Externo / External Researcher INMLCF)

Design Expositivo / Exhibition Design

Luis Miguel Saraiva

Design Gráfico / Graphic Design

Paula Guimarães

 

Localização


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Conteúdo / Imagem via Museu do Design e da Moda

Loraine Eira
CO-Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!

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Loraine Eira

Loraine Eira

CO-Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!