Museu Nacional do Azulejo – Lisboa, Portugal

O Museu Nacional do Azulejo é uma instituição de referência nacional e internacional, não só pela especificidade da sua coleção, o Azulejo, expressão artística identitária da cultura portuguesa, mas também pelo magnificente edifício onde está instalado, o antigo Convento da Madre de Deus.

A coleção tem o seu enfoque no azulejo, peças cerâmicas de revestimento e guarnição arquitetônica desde a Idade Média à contemporaneidade, possuindo milhares de azulejos, a maioria de origem portuguesa, bem como cerâmica tridimensional nacional e internacional.

A exposição permanente ilustra bem a longa história da azulejaria portuguesa desde o século XV à atualidade, incluindo já algumas obras do século XXI, testemunhos de uma arte que se renova e mantém viva. Aqui se evoca o azulejo como encontro de culturas, desde a sua origem árabe, patente no nome al-zuleycha, nas técnicas e decoração saída dos jogos rítmicos do Islão, às influências italo-flamengas, espanholas, orientais e holandesa, e são equacionadas temáticas várias como a produção dos centros industriais portugueses a partir de finais do século XVIII, a produção artística de autor, as fontes iconográficas, a problemática da encomenda, as diferentes aplicações e linguagens assumidas por este revestimento arquitetônico em Portugal.

 Museu do Azulejo

O percurso museológico integra o conjunto monumental do convento da Madre de Deus, da Ordem de Santa Clara, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor (1458-1525), mulher de D. João II (1455-1495) e irmã de D. Manuel I (1469-1521), que iria gozar de proteção real ao longo dos tempos. Embora a obra tivesse sido iniciada no dealbar do século XVI, a arquitectura actual foi erigida em meados de Quinhentos, por ordem de D. João III (1502-1557) e sua mulher, a rainha D. Catarina de Áustria (1507-1578), e submetida a diferentes campanhas de obras, sobretudo decorativas, entre finais do século XVII e 1759 e, posteriormente, no fim do século XIX, transformando o cenóbio numa das obras incontornáveis da arquitectura religiosa em Portugal.

Integra também da campanha decorativa joanina um dos mais importantes presépios portugueses executado entre 1700 e 1730 pelos barristas Dionísio e António Ferreira, que ainda hoje se oferece à fruição de todos.

A presença azulejar, proveniente de uma “cozinha de fumeiro” do século XIX, reveste ainda a totalidade do espaço do restaurante, evocando os prazeres da mesa da época.

O Museu Nacional do Azulejo, hoje acessível a todo o tipo de público independentemente da sua condição física e faixa etária, bem como a sua missão, transcendem o espaço em que está sediado, convidando o público a descobrir o patrimônio azulejar in situ na cidade e no país.

Localização


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Conteúdo via Museu do Azulejo e Imagem via acervo próprio

Loraine Eira
CO-Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!

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Loraine Eira

Loraine Eira

CO-Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!