Palácio da Pena – Sintra, Portugal

Não é a toa que os portugueses falam que o Palácio da Pena saiu de um conto de Fadas. Inclusive, há pouco tempo o Palácio foi mencionado num jornal espanhol como: “um dos locais da Europa que parecem sacados de um conto da Disney”.

Uma das maravilhas de Portugal, o Palácio da Pena é um verdadeiro tesouro português!

Palácio da Pena

Créditos PSML Wilson Pereira

Implantados no topo da serra e fruto do gênio criativo de D. Fernando II, príncipe de Saxe-Coburgo e Gotha e rei consorte casado com a Rainha D. Maria II, o Parque e o Palácio da Pena são o expoente máximo, em Portugal, do Romantismo do séc. XIX, e o mais importante polo da Paisagem Cultural de Sintra – Patrimônio Mundial.

Construído a partir de 1839 em torno das ruínas de um antigo Mosteiro Jerónimo erigido no século XVI por D. Manuel I e que D. Fernando adquiriu, o palácio incorpora referências arquitetônicas de influência manuelina e mourisca que produzem um surpreendente cenário “das mil e uma noites”. Em torno do palácio, o Rei plantou, com espécies vindas de todo o mundo, o Parque da Pena (85 hectares) que é o mais importante arboreto existente em Portugal.

Depois de visitar a Pena, o compositor Richard Strauss escreveu: “Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Grécia e o Egito e nunca vi nada que valha a Pena. É a coisa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor – e, lá no alto, está o castelo do Santo Graal.”

Salão Nobre

Palácio Nacional da Pena

Créditos PSML MJS

Gabinete Rainha D Amelia

Palácio Nacional da Pena

Créditos PSML Wilson Pereira

Palácio da Pena

Créditos PSML Emigus

O convento quinhentista adquirido por D. Fernando II exerceu sobre o Rei um enorme fascínio, radicado na sua educação germânica e no imaginário romântico da época que a serra, e a valorização estética das ruínas, atraíam. O projeto inicial era, apenas, a recuperação do edifício para residência de verão da família real, mas o seu entusiasmo levou-o a decidir-se pela construção de um palácio, prolongando o convento.

No parque, traduzindo a expressão da estética romântica e aliando a busca do exotismo à impetuosidade da natureza, o Rei desenhou caminhos sinuosos que conduzem o visitante à descoberta de locais de referência ou de onde se desfrutam vistas notáveis: a Cruz Alta, o Alto de Sto. António, o Alto de Sta. Catarina, a Gruta do Monge, a Fonte dos Passarinhos, a Feteira da Rainha e o Vale dos Lagos.

Palácio da Pena

Percurso Lagos – Chalet – Créditos PSML Emigus

Ao longo dos caminhos, com o seu interesse colecionista, plantou espécies florestais nativas de todos os continentes. Destacam-se as coleções de camélias asiáticas, introduzidas por D. Fernando II no Parque da Pena na década de 1840 e que se tornaram o ex-libris do inverno sintrense sendo motivo de bailes e festas. A coleção mais importante é a do Jardim das Camélias, plantada pelo jardineiro francês Bonnard, que inclui, para além das cultivares internacionais, as variedades portuguesas com que foram comemorados todos os membros da família real dessa época. O exótico arvoredo enquadra pavilhões e pequenas edificações, compondo um cenário de inigualável beleza natural mas, também, de grande relevância histórica e patrimonial.

Aberto todos os dias do ano, é possível desfrutar deste riquíssimo património natural através de percursos livres ou orientados, numa experiência inesquecível.

Localização

Como chegar

Saiba como ir de comboio à Sintra em Comboios Urbanos de Lisboa.

Mais informações

Site Parques de Sintra ou Facebook


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Conteúdo / Imagem via Parques de Sintra, fotógrafos mencionados acima e acervo próprio.

Loraine Eira
Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!

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Loraine Eira

Loraine Eira

Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!