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O Incrível Mosteiro da Batalha em Portugal

Mosteiro da Batalha
Loraine Eira
Escrito por Loraine Eira

O Convento dominicano de Santa Maria da Vitória, hoje conhecido como Mosteiro da Batalha.

O mosteiro é o resultado da promessa feita no campo de batalha, pelo rei D. João I, caso saísse vencedor contra os Castelhanos, naquela que viria a chamar-se a Batalha de Aljubarrota.

 

Mosteiro da Batalha

 

O significado da construção do mosteiro não se esgotou no cumprimento desta promessa. Ele marca, desde o início da construção, a consagração de D. João I como rei de Portugal. E vai assumir-se como símbolo de uma nova dinastia. A Dinastia de Avis.

Não se sabe a data exata do início da construção mas tudo leva a crer que as obras se terão iniciado um a dois anos após a Batalha, que se deu a 14 de agosto de 1385.

 

 

Sua Construção

O primeiro arquiteto foi Afonso Domingues, até ao ano de 1402. A ele se deve a conceção e a traça geral do Mosteiro:

igreja, sacristia, claustro com a casa do capítulo, o dormitório, a cozinha e o refeitório.

 

Mosteiro da Batalha

 

Em 1402, sucedeu-lhe Huguet, um mestre estrangeiro ao qual coube finalizar a obra começada pelo seu antecessor.

Ao intervir na obra, Huguet fê-lo introduzindo novos elementos arquitetónicos e decorativos, como é o caso da abóbada da Casa do Capítulo:

Obra considerada, ainda hoje, bastante arrojada e que demonstra uma profunda mudança.

A Huguet se deve também a planificação dos dois panteões existentes aqui existentes – a Capela do Fundador, para panteão de D. João I, e as Capelas Imperfeitas, para panteão de D. Duarte.

A Fernão de Évora coube a direção das obras do Claustro de D. Afonso V, um dos primeiros com dois andares a ser edificado em Portugal.

De entre o trabalho de muitos outros arquitetos, destacamos também o trabalho de Mateus Fernandes.

Na introdução da arte manuelina no nosso país, no magnífico portal das Capelas Imperfeitas e o de Miguel de Arruda, com a introdução da arte renascentista no balcão por cima das Capelas Imperfeitas.

Na posse dos dominicanos até à extinção das ordens religiosas em 1834, o monumento está, hoje, incorporado na DGPC (Direção Geral do Património Cultural), assumindo-se como espaço cultural, artístico e devocional.

Integra a lista de Património Mundial da UNESCO, desde 9 de Dezembro de 1983 e é considerado a grande jóia da Arquitetura Gótica em Portugal.

É Panteão Nacional desde 2016.

 


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Conteúdo do Mosteiro de Santa Maria da Vitória – Batalha |  Imagem via Pixabay

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Sobre o autor

Loraine Eira

Loraine Eira

Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!