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Palácio Nacional de Sintra – Portugal

Palácio Nacional de Sintra
Loraine Eira
Escrito por Loraine Eira

O Palácio Nacional de Sintra, situado no centro histórico da Vila, foi habitado ao longo de quase oito séculos por monarcas portugueses e pela corte. Era muito utilizado, sobretudo durante a Idade Média, para apoio durante os períodos de caça, como refúgio por ocasião de surtos de peste na capital ou durante os meses de verão, devido ao clima mais ameno da vila.

O edifício reúne vários estilos arquitetónicos em que sobressaem os elementos góticos e manuelinos, sendo fortemente marcado pelo gosto mudéjar – feliz simbiose entre a arte cristã e a arte muçulmana – desde logo patente nos exuberantes revestimentos azulejares hispano-mouriscos.

 

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de PSML-EMIGUS

 

Também no acervo das coleções expostas nos seus interiores são evidentes os testemunhos artísticos da multiculturalidade que marcou as artes decorativas portuguesas do século XVI ao século XVIII.

O Paço de Sintra é pela primeira vez referido por Al-Bakrî, geógrafo árabe do século X, juntamente com o castelo que lhe faz face no alto da serra. Em 1147, na sequência da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, dá-se a rendição dos almorávidas de Sintra, pondo fim a mais de três séculos de domínio muçulmano. Aproximadamente na situação do atual palácio, no chamado Chão da Oliva, situava-se então a residência dos governadores mouros (walis), de que hoje nada resta.

 A configuração atual do Palácio Nacional de Sintra resulta essencialmente das campanhas de obras promovidas por D. Dinis (1261-1325) − responsável pela construção da Capela−, D. João I (1356-1433) − que organiza os seus aposentos em torno do Pátio Central erguendo a atual Sala dos Cisnes, a mais antiga Sala de aparato dos palácios portugueses, e salas anexas − e D. Manuel I (1469-1521), que acrescenta ao palácio a imponente Sala dos Brasões, cuja cúpula ostenta as armas de D. Manuel, de seus filhos, e de setenta e duas das mais importantes famílias da Nobreza, e a Ala Nascente.

 

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de PSML

Sala dos Cines

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de PSML Claudio Marques

Sala das Pegas

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de Luis Pavao

Sala dos Brasões

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de Luis Pavao

Cozinha

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de PSML EMIGUS

Motivos Decorativos

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de PSML EMIGUS

 

O edifício foi seriamente afetado pelo grande terramoto de 1755, após o que foi reconstruído, mantendo a silhueta que hoje apresenta a partir de meados do século XVI.

A revolução de 1910 vem pôr um fim abrupto à utilização do Paço de Sintra como residência real, sendo a Rainha D. Maria Pia, viúva do Rei D. Luís, a última a habitar o Palácio, daqui partindo para o exílio.

 

Palácio Nacional de Sintra

Crédito de PSML EMIGUS

 

Localização

 


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Conteúdo / Imagem via Parques de Sintra, foto principal da matéria de PSML-EMIGUS.

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Sobre o autor

Loraine Eira

Loraine Eira

Fundadora do O-TUGA, é colecionadora de carimbos no passaporte e de fotografias. Se apaixonou por Dublin em seu intercâmbio em 2014 mas escolheu a terra dos tugas para criar raízes em 2015. Definitivamente, uma paulistana que resolveu deixar São Paulo para descobrir o mundo!!!